Mais um recorde dos apaixonados pela WEB

Julho 7, 2007

Não tenham dúvida: os brasileiros são apaixonados por internet. Pelo menos os felizardos que tem acesso à rede mundial. A cada mês, quando o Ibope Net Ratings publica o resultado das suas pesquisas sobre o nosso mundo on-line, esta realidade se comprova e se amplia.

Apesar de compreender os diversos motivos pelos quais a web faz tanto sucesso por aqui, sempre me impressiona a evolução e o crescimento deste mercado.  Há meses somos o País com o maior tempo médio de navegação on-line. Em maio, os 33 milhões de brasileiros que acessam a internet ficaram em média, cada um, 22 horas e 43 minutos conectados, superando Estados Unidos, França, Japão e Coréia que,  com o Brasil, formam os 5 maiores consumidores da web no mundo.

Alexandre Magalhães, coordenador da pesquisa do Ibope-Net Ratings, explica o crescimento permanente da internet no Brasil com argumentos lógicos, como a implementação de programas de inclusão digital, a queda no preço dos PCs, a transferência de diversos serviços para a web e a expansão da banda larga no País.

Tudo certo, desde que se acrescente a esta lista de motivos a enorme tendência dos brasileiros a usar e abusar de todo tipo de redes sociais. É do nosso perfil, da nossa cultura, trocar informações, gerar relacionamentos e agir em grupo. Esta, sem dúvida, é a razão principal que leva os internautas brasileiros e serem os campeões mundiais em tempo gasto na frente dos computadores.

Entre muitos dados curiosos, a última pesquisa do Ibope-Net Ratings revelou que a faixa de usuários da internet brasileira que mais cresceu em 2007 foi a de mulheres entre 18 e 24 anos, aumentando em 35% sua participação na rede no período de 1 ano. E os sites que mais cresceram em aceitação foram os de comunidades, páginas de música, fotologs e os de conteúdos ligados à educação e conhecimento. Uma ótima dica para planejadores e estrategistas que pretendem vender o peixe dos seus clientes no mundo on-line..

Elas já são maioria na web brasileira..

Elas já são maioria na web brasileira..


A Pesquisa do Futuro

Julho 7, 2007

Jeffrey Cole é o diretor de um projeto mundial bancado pela Microsoft que se destina a compreender os caminhos futuros da mídia a partir de uma pesquisa comportamental profunda feita com um grupo de jovens entre 12 a 24 anos em 9 países. Cole coordena o Centro Para a Cultura Digital da Microsoft, responsável ha 7 anos por este estudo.

Na última edição do Festival de Publicidade de Cannes, o executivo da Microsoft apresentou um seminário chamado “A Web e a Grande Midia: Amigos ou Rivais ?”, onde relatou o resultado da pesquisa que tenta compreender o que restará do confronto entra as novas mídias e as mídias tradicionais.

As informações repassadas ao público por Jeffrey Cole são um dos mais importantes relatos já feitos sobre o que deve acontecer nos mercados de comunicação no futuro. Segue, abaixo, o resumo da palestra:

* Tendência # 1 – A internet não é ameaça à TV porque deriva dela; a diferença é o diálogo permitido pelo digital. A banda larga foi a grande responsável pela virada de importância da internet na vida das pessoas. Os computadores saíram do quarto dos fundos em acessos diários de meia hora para ficarem na cozinha ou na sala de estar, com dezenas de acessos diários de poucos minutos.

* Tendência # 2 – A propaganda na TV vêm mudando há 30 anos e seguirá mudando, em todas as mídias. Na TV, isso começou com o controle remoto nos anos 1970, acelerou-se na virada para os anos 80 com os canais a cabo e satélite e especialmente com a chegada do videocassete, que nos EUA era usado em 50% dos casos apenas para gravar e rever programas. A diferença para os gravadores de hoje é que as pessoas, mesmo sabendo que poderiam passar por cima do break comercial, ainda não se sentiam tão incomodadas com os comerciais e tinham preguiça de fazer o “forward analógico”. Há um futuro incrível para a televisão, assim como para jornais e revistas, que na internet ficam muito mais atraentes e também parecidos com a televisão. As novas gerações nem saberão a diferença entre uma mídia e outra em suas versões para a web: TV e web passarão a ser apenas termos que distinguem a origem do que você está vendo.

* Tendência # 3 – Uma quantidade surpreendente da internet e do entretenimento vai se mudar para o universo mobile

* Tendência # 4 - A TV passará a ser muito usada no “downtime” (esperando o avião, no carro para as crianças, em uma fila)

* Tendência # 5 – As atitudes em relação à web vão mudar nas novas gerações. A atual geração já paga pelo conteúdo digital e isso passará a ser um consumo normal como qualquer outro, após a fase de transição entre 2000 e 2005. Fatores como segurança digital vão enfraquecer as redes de compartilhamento de arquivos grátis, assim como o modelo de venda isolada de músicas já consagrado pelo iTunes. Este gasto fará parte do orçamento familiar, ao mesmo tempo em que o conteúdo patrocinado por anunciantes vai decolar.

Outros grandes cenários para o futuro, a partir dos projetos de pesquisa de Cole, para os jovens entre 12 e 24 anos:- praticamente nunca lerão jornais, mas podem se interessar por revistas
- nunca terão um telefone fixo ou um relógio
- acreditam em fontes desconhecidas, mais que nos experts
- pequeno interesse pela fonte da informação
- comunidades no centro da existência da internet
- pensam não estarem interessadas em propaganda ou afetadas por marcas, embora seja o contrário
- querem mover conteúdo livremente de uma mídia para a outra, sem restrições
- querem ser ouvidos (user generated content)