Fotos Campus Party 2007

Julho 24, 2007

O pavilhão onde se instalam os apaixonados pela web..

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“Case Modding”: faça a maior maluquice possivel com seu PC..

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Mais um “case modding”

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O coreano Jun Ho Oh e o robot com a cara do Einstein..

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Cabines individuais da Philips com jogos em 3D..

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Vista interna da “Feria de Valencia”..

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O Concerto sobre a água na Ciudad de Las Artes y La Ciencia..

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A Ciudad de Las Artes Y La Ciencia..

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Muvuca na entrada do Pavilhão Principal..

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Campus Party: não olhe, mexa!

Julho 24, 2007

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Nada pode ser mais curioso que observar cerca de 7 mil pessoas de diversas nacionalidades perfilando-se organizadamente em uma longa fila, portanto computadores, monitores e mochilas em malas e caixas, quase sempre acomodados em carrinhos de supermercado. É uma cena única e exótica. Particularmente nunca tinha visto nada igual.

Esta foi a primeira imagem que encontrei ao chegar ontem no gigantesco pavilhão de eventos chamado Feria de Valencia, onde acontecem todas as atividades do Campus Party, já consagrado como o maior evento mundial de tecnologia e entretenimento digital.

O calor aqui em Valencia é intenso, uma média de 35 graus, em um dos verões mais fustigantes da história desta linda cidade. Um vento quente e constante vem do Mar Mediterrâneo e o que mais se vê são pessoas protegendo-se do sol e bebendo água, muita água.

Apoiados por uma organização impecável, os campuseros, como são chamados, alojam-se em dois pavilhões enormes com simpáticas barraquinhas do tipo iglu, cedidas pela Telefónica e pelo Google, patrocinadores da festa. Ali todos vão morar e conviver durante uma semana.

Há gente de todas as idades, desde um bebê de 4 meses acompanhando os pais até um veterano internauta espanhol de 71 anos, que não faltou a nenhuma das 11 edições do evento. Ambos brilharam, respectivamente, como o mais novo e o mais velho entre os campuseros.

Aqui, todos buscam novidades, informações e a fantástica oportunidade de se conectar a uma rede com velocidade de 5Gb de banda. Dá para imaginar, portanto, a facilidade com que os internautas trocam conteúdos. O download de um arquivo de 600Mb, por exemplo, é feito em menos de 4 minutos.

A presença no Campus Party é predominantemente masculina, com apenas 12% de mulheres entre os participantes, fato que não agrada aos organizadores mas que ocorre, segundo explicam, por reflexo de um comportamento machista e preconceituoso que envolve a cultura da informática na Europa.

Há a expectativa que na edição do Campus Party Brasil, confirmado para fevereiro de 2008 no Prédio da Bienal em São Paulo, esta diferença não seja tão expressiva. Os colegas da imprensa espanhola ficaram surpresos ao saber que no Brasil a internet é frequentada predominantemente pelas chicas, informação que publiquei aqui há alguns dias.

Descontada a pequena presença feminina, o evento é um verdadeiro parque de diversões eletrônico e digital. Nos dois salões onde os campuseros instalam suas poderosas máquinas o cenário é futurista. Cada participante se prepara para ingressar com seu computador nas atividades que mais lhe interessa. Há hackers amadores e profissionais, desenvolvedores, artistas e nerds de todo o planeta.

O ambiente é absolutamente democrático. Todos usam a mesma conexão, os mesmos banheiros, o mesmo refeitório e podem participar de todas as programações. E a regra do evento é o sonho de qualquer criança: não olhe, mexa..

No dia da abertura os assuntos giraram em torno da instalação e integração de toda essa gente. Os organizadores recepcionaram com enorme talento os profissionais de imprensa e os convidados, munindo a todos com farto material informativo sobre a bateria de conteúdos, debates, palestras, oficinas e competições relacionados à cultura digital, que vamos acompanhar durante toda a semana.

À noite esta massa de campuseros foi para um local belíssimo chamado Ciudad de Las Artes e La Ciencia para assistir a um incrível concerto com 40 músicos, coral e dançarinos, realizado sobre uma plataforma construída sobre a água. Um espetáculo inesquecível, cujo tema foram as trilhas sonoras dos videogames clássicos, como Mario Bros, Zelda, Metal Gear entre outros. Não foram poucos os nerds que não resistiram e choraram de emoção.

Hoje o Campus Party entrou em ritmo alucinado, com uma agenda de atrações difícil de ser acompanhada. Preciso escolher, por exemplo, entre conversar com o robô Albert Hubo, um dublê de Einstein criado pelo cientista coreano Jun Ho Oh, ou observar satélites artificiais e os planetas a partir do meu laptop utilizando um poderoso software planetário. E agora? Amanhã volto com mais novidades..

Os campuseros e suas máquinas maravilhosas..

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